Fitoterapia e Tratamento de Infeções por Helmintas
v
Resumo
A fitoterapia pode ser considerada como uma forma de medicina popular que, já desde o
Período Paleolítico, era utilizada de forma empírica para a prevenção e tratamento de
várias doenças, entre as quais as helmintíases. A terapêutica à base de plantas
medicinais fundamenta-se nos compostos naturais que estas possuem.
As helmintíases são um problema de saúde pública a nível mundial, mais prevalentes
em regiões subdesenvolvidas. As principais causas desta infeção passam pela falta de
condições de habitação, saneamento básico e um défice educacional. De um modo
geral, a transmissão de helmintas é feita através de fezes de animais e humanas, por
contato com solos, alimentos e água contaminados. Atualmente a nível mundial existem
quatro espécies que são responsáveis pela maior parte de helmintíases, sendo estas:
Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale e Necator
americanus.
O tratamento das helmintíases intestinais aumentou com a descoberta dos
benzimidazóis. Estes compostos químicos são altamente eficazes contra os principais
helmintas intestinais. No tratamento de helmintíases, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) recomenda a utilização de albendazol, mebendazol, levamisol e pamoato de
pirantel.
No entanto, tem surgido um enorme interesse na área da fitoterapia para o tratamento
das helmintíases, tendo como objetivo verificar a possível eficácia de algumas plantas
na prevenção e tratamento das helmintíases, evitando em certas situações a prescrição
de benzimidazóis. Das várias plantas medicinais referenciadas em literatura e baseadas
em estudos científicos, as que vão ser abordadas neste trabalho com maior foco são: o
alho (Allium sativum L.), as sementes de abóbora (Curcubita pepo L.) e a romã (Punica
granatum L.), dado que todas estas são cultivadas em Portugal, possuem um grande
consumo em termos de alimentação e revelam efeitos promissores para o tratamento das
helmintíases. Para além destas são ainda referidas, de forma mais resumida, outras
plantas que também apresentam atividade anti-helmíntica.
Palavras-chave: helmintas, helmintíases, anti-helmíntico, fitoterapia, Allium sativum
L., Cucurbita pepo L., Punica granatum L.
Fitoterapia e Tratamento de Infeções por Helmintas
vii
Metodologia
Face ao exposto, a realização deste trabalho teve como objetivo a revisão bibliográfica
acerca do tema, Fitoterapia e Tratamento de Infeções por Helmintas, sendo esta
dissertação de índole teórica e estando isenta de qualquer tipo de trabalho prático
experimental.
Em termos metodológicos, e tendo por base os objetivos delineados, procedeu-se à
pesquisa de artigos científicos e outras publicações tais como livros e monografias da
Agência Europeia do Medicamento (EMA), num período compreendido entre os meses
de dezembro de 2016 e outubro de 2017, utilizando como fontes de pesquisa científicas:
o PubMed, o Science Direct e a b-On e motores de busca tais como: Google
Académico. A escolha destas bases de dados para a realização da pesquisa bibliográfica
prende-se com o facto de serem as bases que em regra compilam o maior número de
artigos científicos recentemente publicados na área da saúde. As palavras utilizadas na
pesquisa foram: helmintas, helminths, helmintíases, helminthiasis, anti-helmíntico,
anthelmintic, fitoterapia, phytotherapy Allium sativum L., Cucurbita pepo L., Punica
granatum L.
Os critérios usados na seleção dos artigos resultantes da pesquisa científica, incluem o
interesse para o tema, limitando a pesquisa para artigos científicos e estudos escritos em
inglês, português e espanhol, com data de publicação desde há 10 anos (ou de anos
anteriores cujo conteúdo é relevante) e ainda com evidências experimentais acerca do
tema, dos quais de retirou a informação e os dados que conduziram à escrita desta tese.
Fitoterapia e Tratamento de Infeções por Helmintas
2
Atualmente a taxa de prevalência de parasitoses intestinais é superior em países em vias
de desenvolvimento, principalmente em consequência da falta de programas
educacionais e recursos económicos (WHO, 2017). Segundo a Organização Mundial de
Saúde (OMS) estima-se que mais de 1,5 biliões de pessoas (cerca de 24% da população
mundial) estão infetados por helmintas. O registo de maior número de casos ocorre em
regiões tropicais e subtropicais, situadas na China, este asiático, América e África, visto
que estas áreas reúnem condições ambientais e humanas mais favoráveis ao
desenvolvimento de helmintíases (Figura 1) (WHO, 2017).
Figura 1. Mapa da distribuição mundial de helmintíases
(Adaptado de WHO, 2017)
Regiões sem condições sanitárias mínimas, défice educacional e condições precárias de
habitação são os principais fatores para o desenvolvimento de parasitoses (Carvalho-
Costa et al., 2007). Nestas regiões as parasitoses intestinais são consideradas uma das
principais causas de morte, constituindo um grave problema de saúde pública
(Stephenson et al., 2000).
A desparasitação com óleos vegetais prensados a frio saúde verde.
Tem procedência e qualidade, em cuba já se faz a desparasitação com óleos vegetais de
Forma natural sem sobrecarga do organismo, como rins e fígado.
http://saudeverde231.loja2.com.br
👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆
Nessa loja virtual você encontrará os produtos naturais que precisa para fazer a desparasitação de forma natural e fitoterapica.
Modo de fazer a desparasitação .
Criança menos de 5 anos de idade.
5 gotas do.óleo de mastruz pela manha depois do café.
10 gotas do óleo de alho depois do almoço,podendo coloca as gotinhas na comida e administre a criança.
10 gotas de óleo de semente de abóbora, depois do jantar ou pode colocar na comida e administre na boca da criança.
Fazer esse protocolo por um mês , pare 7 dias e faça novamente o processo.
Sempre fazer a desparasitação nas viradas de lua pois os bichinhos saem para copular,
Nas fases da lua comece 2 dias antes de cada lua.
Desparasitação em Adultos.
10 gotas de mastruz na parte da manhã
10 gotas de óleo de alho na hora do almoço
10 gotas de óleo de semente de abóbora na hora do jantar ,podendo misturar na comida.
Fazer a desparasitação sempre nas viradas das luas 2 dias antes do início de cada lua.
Lembrando que são fitoterápicos que não só ajuda na desparasitação,como ajuda à aumentar a imunidade do corpo pois cada óleo saúde verde prensados a frio , tem seus minerais,vitaminas,que contribui para uma boa saúde.
ODIUM AMBROSIOIDES (MASTRUZ): PROPRIEDADE ANTI-HELMINTICA
Raimundo Nonato Gonçalves Feijó Filho1
; Maria Vânia de Freitas Gonçalves1
; Flávio Damasceno
Maia2
; Alyne Mara Rodrigues de Carvalho2
; Cinara Vidal Pessoa2
1Discente do Curso de Farmácia da Faculdade Mauricio de Nassau
2Docente do Curso de Farmácia da Faculdade Maurício de Nassau
As plantas medicinais têm sido utilizadas desde tempos longínquos no controle de parasitas
intestinais, como forma de limitar os inconvenientes e dificuldades inerentes ao uso de
medicamentos antiparasitários. Chenopodium ambrosioides L também conhecido popularmente
como Mastruz ou Erva de Santa Mariaé uma planta com ampla distribuição em quase todo território
brasileiro, pelas suas propriedades terapêuticas, tem sido muito utilizada no tratamento de
infecções causadas por parasitas intestinais (helmintos e amebas). Diante disso, a pesquisa teve
como objetivo revisar na literatura científica a ação anti-helmíntica da planta medicinal
Chenopodium ambrosioides (Mastruz). Realizou-se um estudo bibliográfico do tipo exploratório-
descritivo, utilizando-se os bancos de dados Scielo, Google acadêmico, através da Biblioteca
Virtual, além de revistas e livros, sendo selecionados 12 artigos publicados em português, entre os
anos de 2006 a 2014. Para a busca dos artigos foram utilizadas as palavras chaves:Chenopodium
ambrosioides L. Mastruz. Propriedade Anti-helmíntica. Plantas medicinais. Verificou-se que as
folhas frescas e sementes da planta foram os órgãos mais utilizados na medicina caseira na forma
de chá, predominando o método de infusão, seguido por decocção. A Planta possui em sua
composição química, ascaridol (1,4-epidioxi-p-mentano), óleo essencial responsável pela ação
anti-helmíntica, presente em toda a planta sendo extraído em maior concentração nas sementes.A
sua atividade mostrou-se ser análoga, em termos de eficácia com anti-helmínticos clássicos. Alguns
estudos foram realizados objetivando determinar a atuação dessa erva em seres humanos e
animais e demonstraram possuir eficácia como antiparasitário, além de antifúngico, antitumoral e
anti-inflamatório. Com sua utilização tradicional validada C. ambrosioides L. pode ser considerada
uma fonte de compostos químicos com ação anti-helmíntica, porém sua atividade em outras áreas
ainda é pouco conhecida, requerendo mais estudos, visto que essa planta possui constituintes
ativos como os flavonóides e terpenos que podem atuar como antibacterianos e hipotensores do
sistema cardiovascular. As plantas medicinais quando utilizadas de forma equivocada podem
ocasionar malefícios significativos à saúde populacional, porém é necessário a orientação de um
profissional capacitado para seu uso correto.
Palavras-chave: C
v
Resumo
A fitoterapia pode ser considerada como uma forma de medicina popular que, já desde o
Período Paleolítico, era utilizada de forma empírica para a prevenção e tratamento de
várias doenças, entre as quais as helmintíases. A terapêutica à base de plantas
medicinais fundamenta-se nos compostos naturais que estas possuem.
As helmintíases são um problema de saúde pública a nível mundial, mais prevalentes
em regiões subdesenvolvidas. As principais causas desta infeção passam pela falta de
condições de habitação, saneamento básico e um défice educacional. De um modo
geral, a transmissão de helmintas é feita através de fezes de animais e humanas, por
contato com solos, alimentos e água contaminados. Atualmente a nível mundial existem
quatro espécies que são responsáveis pela maior parte de helmintíases, sendo estas:
Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale e Necator
americanus.
O tratamento das helmintíases intestinais aumentou com a descoberta dos
benzimidazóis. Estes compostos químicos são altamente eficazes contra os principais
helmintas intestinais. No tratamento de helmintíases, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) recomenda a utilização de albendazol, mebendazol, levamisol e pamoato de
pirantel.
No entanto, tem surgido um enorme interesse na área da fitoterapia para o tratamento
das helmintíases, tendo como objetivo verificar a possível eficácia de algumas plantas
na prevenção e tratamento das helmintíases, evitando em certas situações a prescrição
de benzimidazóis. Das várias plantas medicinais referenciadas em literatura e baseadas
em estudos científicos, as que vão ser abordadas neste trabalho com maior foco são: o
alho (Allium sativum L.), as sementes de abóbora (Curcubita pepo L.) e a romã (Punica
granatum L.), dado que todas estas são cultivadas em Portugal, possuem um grande
consumo em termos de alimentação e revelam efeitos promissores para o tratamento das
helmintíases. Para além destas são ainda referidas, de forma mais resumida, outras
plantas que também apresentam atividade anti-helmíntica.
Palavras-chave: helmintas, helmintíases, anti-helmíntico, fitoterapia, Allium sativum
L., Cucurbita pepo L., Punica granatum L.
Fitoterapia e Tratamento de Infeções por Helmintas
vii
Metodologia
Face ao exposto, a realização deste trabalho teve como objetivo a revisão bibliográfica
acerca do tema, Fitoterapia e Tratamento de Infeções por Helmintas, sendo esta
dissertação de índole teórica e estando isenta de qualquer tipo de trabalho prático
experimental.
Em termos metodológicos, e tendo por base os objetivos delineados, procedeu-se à
pesquisa de artigos científicos e outras publicações tais como livros e monografias da
Agência Europeia do Medicamento (EMA), num período compreendido entre os meses
de dezembro de 2016 e outubro de 2017, utilizando como fontes de pesquisa científicas:
o PubMed, o Science Direct e a b-On e motores de busca tais como: Google
Académico. A escolha destas bases de dados para a realização da pesquisa bibliográfica
prende-se com o facto de serem as bases que em regra compilam o maior número de
artigos científicos recentemente publicados na área da saúde. As palavras utilizadas na
pesquisa foram: helmintas, helminths, helmintíases, helminthiasis, anti-helmíntico,
anthelmintic, fitoterapia, phytotherapy Allium sativum L., Cucurbita pepo L., Punica
granatum L.
Os critérios usados na seleção dos artigos resultantes da pesquisa científica, incluem o
interesse para o tema, limitando a pesquisa para artigos científicos e estudos escritos em
inglês, português e espanhol, com data de publicação desde há 10 anos (ou de anos
anteriores cujo conteúdo é relevante) e ainda com evidências experimentais acerca do
tema, dos quais de retirou a informação e os dados que conduziram à escrita desta tese.
Fitoterapia e Tratamento de Infeções por Helmintas
2
Atualmente a taxa de prevalência de parasitoses intestinais é superior em países em vias
de desenvolvimento, principalmente em consequência da falta de programas
educacionais e recursos económicos (WHO, 2017). Segundo a Organização Mundial de
Saúde (OMS) estima-se que mais de 1,5 biliões de pessoas (cerca de 24% da população
mundial) estão infetados por helmintas. O registo de maior número de casos ocorre em
regiões tropicais e subtropicais, situadas na China, este asiático, América e África, visto
que estas áreas reúnem condições ambientais e humanas mais favoráveis ao
desenvolvimento de helmintíases (Figura 1) (WHO, 2017).
Figura 1. Mapa da distribuição mundial de helmintíases
(Adaptado de WHO, 2017)
Regiões sem condições sanitárias mínimas, défice educacional e condições precárias de
habitação são os principais fatores para o desenvolvimento de parasitoses (Carvalho-
Costa et al., 2007). Nestas regiões as parasitoses intestinais são consideradas uma das
principais causas de morte, constituindo um grave problema de saúde pública
(Stephenson et al., 2000).
A desparasitação com óleos vegetais prensados a frio saúde verde.
Tem procedência e qualidade, em cuba já se faz a desparasitação com óleos vegetais de
Forma natural sem sobrecarga do organismo, como rins e fígado.
http://saudeverde231.loja2.com.br
👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆👆
Nessa loja virtual você encontrará os produtos naturais que precisa para fazer a desparasitação de forma natural e fitoterapica.
Modo de fazer a desparasitação .
Criança menos de 5 anos de idade.
5 gotas do.óleo de mastruz pela manha depois do café.
10 gotas do óleo de alho depois do almoço,podendo coloca as gotinhas na comida e administre a criança.
10 gotas de óleo de semente de abóbora, depois do jantar ou pode colocar na comida e administre na boca da criança.
Fazer esse protocolo por um mês , pare 7 dias e faça novamente o processo.
Sempre fazer a desparasitação nas viradas de lua pois os bichinhos saem para copular,
Nas fases da lua comece 2 dias antes de cada lua.
Desparasitação em Adultos.
10 gotas de mastruz na parte da manhã
10 gotas de óleo de alho na hora do almoço
10 gotas de óleo de semente de abóbora na hora do jantar ,podendo misturar na comida.
Fazer a desparasitação sempre nas viradas das luas 2 dias antes do início de cada lua.
Lembrando que são fitoterápicos que não só ajuda na desparasitação,como ajuda à aumentar a imunidade do corpo pois cada óleo saúde verde prensados a frio , tem seus minerais,vitaminas,que contribui para uma boa saúde.
ODIUM AMBROSIOIDES (MASTRUZ): PROPRIEDADE ANTI-HELMINTICA
Raimundo Nonato Gonçalves Feijó Filho1
; Maria Vânia de Freitas Gonçalves1
; Flávio Damasceno
Maia2
; Alyne Mara Rodrigues de Carvalho2
; Cinara Vidal Pessoa2
1Discente do Curso de Farmácia da Faculdade Mauricio de Nassau
2Docente do Curso de Farmácia da Faculdade Maurício de Nassau
As plantas medicinais têm sido utilizadas desde tempos longínquos no controle de parasitas
intestinais, como forma de limitar os inconvenientes e dificuldades inerentes ao uso de
medicamentos antiparasitários. Chenopodium ambrosioides L também conhecido popularmente
como Mastruz ou Erva de Santa Mariaé uma planta com ampla distribuição em quase todo território
brasileiro, pelas suas propriedades terapêuticas, tem sido muito utilizada no tratamento de
infecções causadas por parasitas intestinais (helmintos e amebas). Diante disso, a pesquisa teve
como objetivo revisar na literatura científica a ação anti-helmíntica da planta medicinal
Chenopodium ambrosioides (Mastruz). Realizou-se um estudo bibliográfico do tipo exploratório-
descritivo, utilizando-se os bancos de dados Scielo, Google acadêmico, através da Biblioteca
Virtual, além de revistas e livros, sendo selecionados 12 artigos publicados em português, entre os
anos de 2006 a 2014. Para a busca dos artigos foram utilizadas as palavras chaves:Chenopodium
ambrosioides L. Mastruz. Propriedade Anti-helmíntica. Plantas medicinais. Verificou-se que as
folhas frescas e sementes da planta foram os órgãos mais utilizados na medicina caseira na forma
de chá, predominando o método de infusão, seguido por decocção. A Planta possui em sua
composição química, ascaridol (1,4-epidioxi-p-mentano), óleo essencial responsável pela ação
anti-helmíntica, presente em toda a planta sendo extraído em maior concentração nas sementes.A
sua atividade mostrou-se ser análoga, em termos de eficácia com anti-helmínticos clássicos. Alguns
estudos foram realizados objetivando determinar a atuação dessa erva em seres humanos e
animais e demonstraram possuir eficácia como antiparasitário, além de antifúngico, antitumoral e
anti-inflamatório. Com sua utilização tradicional validada C. ambrosioides L. pode ser considerada
uma fonte de compostos químicos com ação anti-helmíntica, porém sua atividade em outras áreas
ainda é pouco conhecida, requerendo mais estudos, visto que essa planta possui constituintes
ativos como os flavonóides e terpenos que podem atuar como antibacterianos e hipotensores do
sistema cardiovascular. As plantas medicinais quando utilizadas de forma equivocada podem
ocasionar malefícios significativos à saúde populacional, porém é necessário a orientação de um
profissional capacitado para seu uso correto.
Palavras-chave: C
http://saudeverde231.loja2.com.br
ResponderExcluir